Quando há somente o vazio por trás dos sorrisos

O vazio por trás do sorriso de carnaval - menina triste assistindo TV - desenho em aquarela

Nick estava irritada. Era semana de carnaval e, onde quer que ela olhasse, havia coisas que remetiam à festa. O problema não era a festa em si — ora, quem não gosta de uma festa? PAPAI também gosta muito! O problema era quando a festa tinha motivações totalmente carnais.

Bebidas, drogas, sexo... todo o tipo de coisa ruim acontecia nessa época. Aparecia na TV explicitamente e era muito triste ver aquilo. Apesar das pessoas sorrirem, era tudo vazio, sem propósito, sem vida.

— PAPAI? — chamou ela, com a voz embargada pela incompreensão. 

— Sim, pequena? 

— Por que o Senhor permite essa festa acontecer? 

— Porque é a vontade deles, minha pequena. Livre-arbítrio, lembra? 

— Eu sei, mas claramente eles estão se destruindo!

PAPAI suspirou, os olhos estavam tristes. Ele olhou para a multidão através dos olhos de Nick, não com julgamento, mas com uma compaixão que ela ainda estava tentando entender.

— Eles buscam em cinco dias o preenchimento que só a eternidade pode dar — disse Ele suavemente. — O livre-arbítrio é o meu maior presente e, às vezes, a maior dor de quem observa. Eu não os impeço de ir, porque o amor que é forçado não é amor. É apenas obediência mecânica.

Nick observou o brilho das lantejoulas na tela, contrastando com as olheiras de cansaço que começavam a surgir nos foliões. Ela percebeu que aquela alegria tinha prazo de validade: terminava na quarta-feira de cinzas, deixando apenas a ressaca e o silêncio de uma alma que continuava faminta.

— Mas dói ver o Senhor sendo esquecido no meio de tanto barulho — sussurrou Nick.

PAPAI sorriu de canto, aquele sorriso que trazia paz ao caos. 
— Enquanto o mundo grita para ser ouvido, Eu continuo sussurrando. Alguns precisam chegar ao fundo do poço do prazer momentâneo para perceberem que a sede deles é de algo que não se vende em garrafas e não se encontra em blocos de rua.

A conversa seguiu em silêncio por alguns instantes. Nick entendeu que, enquanto muitos buscavam se perder na multidão, ela tinha o privilégio de ser encontrada na quietude daquele diálogo. A festa do mundo podia ser barulhenta, mas o banquete que PAPAI preparava todos os dias em seu coração tinha um sabor de eternidade que nenhum carnaval poderia oferecer.

O mundo nos oferece muitas coisas todos os dias, coisas que aparentemente são muito boas e que "não fazem mal a ninguém" afinal "não estou matando, nem roubando", não é mesmo? Mas e se eu te disser que em Cristo não precisamos de nenhum "incentivo" para ficar, verdadeiramente, alegre? Não precisamos sentir todas as bocas, para que algo dentro de nós desperte. Em Cristo, temos liberdade para sermos verdadeiramente alegres sem nada que aprisione nossos pés. 

Eu oro, para que você possa encontrar cura, transformação e libertação, pois muitas vezes a vida que você tem levado, não irá te levar para a eternidade com Cristo. E não, não será mais fácil, acredito que possa até ser mais difícil, pois terá que andar na contramão do mundo. O que posso te garantir é que a verdadeira alegria tem nome e é Cristo. 

Se sentir a vontade, deixe seu pedido de oração nos comentários, ou me encaminhe um e-mail (lila.menozzi@gmail.com) eu irei orar por você. 

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