O Farol na Tempestade: Encontrando Paz em PAPAI




Quando tudo escurece de repente

O céu, que até então era azul, virou cinza escuro em questão de minutos. Nick e PAPAI estavam no barquinho de madeira que costumavam usar nos passeios pelo lago. Mas aquele dia era diferente.

O vento começou a balançar as árvores, e as primeiras gotas de chuva pareciam flechas contra a água.

Nick olhou em volta, o coração disparado.

— PAPAI… a gente vai voltar?

Ele não respondeu de imediato. Só ajustou o leme com firmeza e olhou para a frente. Sua expressão era serena, como se nada estivesse errado.

— Confia em Mim, minha pequena— Ele disse.

Mas Nick tremia. Não só de frio, mas de medo. O barquinho subia e descia nas ondas que cresciam com a tempestade.

— Como o Senhor consegue ficar calmo? Não vê que a gente pode virar a qualquer momento?


A paz que vem de quem está no controle

PAPAI a olhou nos olhos, com aquele jeito que fazia o mundo desacelerar.

— Eu vejo tudo. E é por isso que estou tranquilo. A paz que Eu tenho não depende do que os olhos veem, mas do que Eu sei: o controle está nas Minhas mãos.

Nick engoliu em seco. Parte dela queria acreditar. Parte queria pular do barco.

— Mas o barco ainda pode afundar…

— Nick, o barco pode até balançar. Mas se Eu estou dentro dele com você, ele nunca vai afundar.

Ela ficou em silêncio. E mesmo que as ondas continuassem a bater, algo dentro dela começou a se acalmar.


O farol não impede a tempestade, mas mostra o caminho

Depois de alguns minutos, uma luz surgiu à frente: um farol, firme sobre uma pedra, cortando a escuridão com seu feixe.

Nick arregalou os olhos.

— A gente vai conseguir?

PAPAI assentiu.

— Sempre consegue quem não tira os olhos da luz. Eu sou o seu Farol. Mesmo quando você não vê a saída, Eu estou ali — firme, constante, brilhando por você.

Ela segurou o braço dEle e sorriu. Ainda com medo, mas agora com paz.

Porque entendeu que o segredo não era estar fora da tempestade — era estar com Quem atravessa todas elas.

Comentários