Céu cinza e coração apertado
O vento balançava as cortinas do quarto de Nick. Lá fora, nuvens pesadas anunciavam uma chuva que estava prestes a cair. Aqui dentro, o cenário não era muito diferente. O coração da garota também carregava tempestades — silenciosas, mas reais.
Ela estava sentada no chão, encostada na cama, com um cobertor nos ombros e os olhos perdidos em nada. Não sabia explicar direito o que sentia, mas o nó na garganta era o mesmo de outros dias em que tudo parecia dar errado. Escola difícil. Amigos distantes. Uma sensação estranha de vazio.
— PAPAI… — ela murmurou, com a voz fraca — eu tô tentando… mas parece que nada melhora. É como se eu estivesse andando no meio de uma tempestade sem guarda-chuva.
A resposta que vem no silêncio
Ela esperou em silêncio, como quem espera um raio de sol atravessar o céu cinza. E então, PAPAI se sentou ao seu lado, tirou delicadamente uma mecha de cabelo dos olhos de Nick.
- Eu vejo cada passo seu, filha. E cada lágrima. Você nunca anda sozinha. - PAPAI disse com ternura.
Nick abraçou PAPAI e as lágrimas caíram. Ela sentia vergonha de se mostrar fraca, até mesmo diante Dele. Mas, sempre, havia algo reconfortante naquela presença.
— Mas por que o Senhor permite tudo isso? Essas dores, essas perdas, essas confusões?
- Nem toda tempestade vem para destruir. Algumas vêm para ensinar você a confiar em Mim mesmo quando não vê o caminho. - PAPAI sorriu
Nick ficou em silêncio. Havia uma paz estranha naquela resposta. Como se, mesmo sem entender tudo, ela começasse a aceitar que não precisava ter o controle de nada.
Fé é continuar andando
Ela se lembrou da história de Pedro, quando tentou andar sobre as águas. A princípio, foi bem. Mas quando tirou os olhos de Jesus e olhou para o vento, começou a afundar. E, ainda assim, Jesus o segurou.
- Você também, minha pequena. Mesmo quando sente que está afundando, Eu estendo a mão. Basta um olhar, um sussurro, e Eu estou com você.
Nick respirou fundo. Aquela dor toda… talvez não fosse um castigo. Talvez fosse só uma forma de aprender a confiar — mesmo com os olhos cheios de lágrimas.
— Então… confiar em Ti é continuar mesmo sem forças?
- Sim, minha pequena. Fé é andar, mesmo tremendo. É segurar minha mão quando tudo diz para desistir. Eu nunca prometi ausência de tempestades. Mas prometi estar com você em todas elas.
Luz depois da chuva
A chuva finalmente começou a cair lá fora, batendo contra a janela como uma canção suave. Nick se levantou devagar, puxando o cobertor mais para perto. Ela não estava completamente bem, mas ter PAPAI ali, ao seu lado, era tudo o que precisava.
Antes de dormir, pegou seu diário e escreveu:
“Hoje choveu lá fora e aqui dentro. Mas PAPAI me lembrou que eu não caminho sozinha. Se for preciso, Ele me carrega. Vou confiar — mesmo sendo frágil.”
E no céu invisível do seu espírito, uma luzinha começou a brilhar. Não era o fim da tempestade… mas já era o começo da fé.

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