PAPAI, como posso saber que o Senhor esta me ouvindo?



Quando a fé parece pequena

Era uma noite calma, mas o coração de Nick estava inquieto
. Ela estava deitada na cama, com a luz apagada e o olhar perdido no escuro do teto. O dia tinha sido estranho. Aquelas perguntas que às vezes visitavam sua mente tinham voltado — silenciosas, mas insistentes.

E se tudo isso for só imaginação?

E se PAPAI não estiver me ouvindo de verdade?

E se minha fé não for suficiente?

Ela não queria sentir isso. Amava a PAPAI, confiava Nele… mas havia momentos em que tudo parecia tão distante. Como se suas orações não passassem do teto. Como se estivesse falando sozinha.

Virou-se de lado, abraçando o travesseiro.

— PAPAI… estou cheia de dúvidas. E me sinto culpada por isso.


Um carinho na alma

PAPAI, que já estava sentado na poltrona do quarto, pronto para velar o sono de Nick, se levantou e sentou-se aos pés da cama.

- Minha filha, até a dúvida pode ser sagrada quando é trazida para Mim.

Nick franziu o cenho, surpresa. Nunca tinha pensado nisso.

- Fé não é ausência de perguntas. É continuar Me buscando mesmo com elas no peito.

Ela fechou os olhos, deixando uma lágrima solitária escorrer. Como era bom ser conhecida por inteiro. Como era bom saber que até seus questionamentos não afastavam PAPAI.

— Mas… às vezes eu sinto que minha fé é pequena demais…

- E Eu disse que uma fé do tamanho de um grão de mostarda move montanhas. O tamanho da fé nunca foi o problema. O importante é onde você a deposita.”


Uma fé que cresce na honestidade

Nick sentou-se devagar, olhando para PAPAI. 

O céu estava cheio de estrelas — pequenos pontos de luz no meio do imenso escuro. 

— Eu não preciso ter todas as respostas, né?

- Não, minha pequena. Você só precisa continuar caminhando. Mesmo sem entender. Mesmo chorando. A dúvida não cancela a fé — ela pode fortalecê-la quando você a traz para perto de Mim.

Nick sorriu, mesmo com os olhos ainda úmidos. Ela não estava errada por ter perguntas. Estava crescendo, amadurecendo. A fé, agora ela entendia, era continuar segurando a mão de PAPAI… mesmo sem ver para onde iam.


Luz suficiente para o próximo passo

Naquela noite, antes de se deitar novamente, Nick pegou o caderno que ficava ao lado da cama e escreveu devagar:

“PAPAI, hoje eu não tenho todas as certezas. Mas tenho uma: o Senhor continua aqui. E isso é o bastante para eu seguir.”

E naquela escuridão cheia de perguntas, uma luz suave brilhou dentro dela. A fé não era a ausência de dúvida. Era a escolha de continuar, de confiar — mesmo sem ver o caminho todo.


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